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Tempo

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Imagem de Rudy and Peter Skitterians por Pixabay


Tempo que voa, dispersando a felicidade, nas asas do destino. Tempo cujas feridas nem sempre cicatrizam, no acervo das memórias. Tempo e respetivas perdas: o reflexo das facadas de alguns que amámos que foram parte integrante deste corpo sem alma. O percurso dos viajantes. Do mais precioso, os atos e as memórias; a consciência tranquila. Todavia, é ao sabor do tempo que as vontades mudam e nelas oscilam as valências do presente. O tempo que nos ensina. Inusitados e entranhados no receio rumo ao amanhã, os seus mistérios.

Ai Flores, Ai Flores do Verde Pinho

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Dia Mundial da Língua Portuguesa




Ai flores, ai flores do verde pinho, se sabedes novas do meu amigo? Ai Deus, e u é? Ai flores, ai flores do verde ramo, se sabedes novas do meu amado? Ai Deus, e u é? Se sabedes novas do meu amigo, aquel que mentiu do que pôs comigo? Ai Deus, e u é? Se sabedes novas do meu amado, aquel que mentiu do qui mi há jurado? Ai Deus, e u é? Vós me perguntardes polo voss'amigo, e eu bem vos digo que é sã'e vivo. Ai Deus, e u é? Vós me perguntardes polo voss'amado, e eu bem vos digo que é viv'e são. Ai Deus, e u é? E eu bem vos digo que é sã'e vivo e seera vosc'ant'o prazo saído. Ai Deus, e u é? E eu bem vos digo que é viv' e são e seera vosc'ant'o prazo passado Ai Deus, e u é? Dom Denis [El-rei ~] [= Tav 25]

Coronavírus: o viajante indesejável

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A batalha entre o coronavírus e o nosso sistema imunológico

Así es la batalla entre el coronavirus y nuestro sistema inmunológico

Estas son las claves del enfrentamiento entre el nuevo coronavirus y nuestras defensas cuando este patógeno entra en nuestro cuerpo pic.twitter.com/zOlCQzFkAU — RT en Español (@ActualidadRT) May 3, 2020

Poema da Mãe

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Imagem de bingngu93 por Pixabay


No mais fundo de ti, eu sei que traí, mãe Tudo porque já não sou o retrato adormecido no fundo dos teus olhos. Tudo porque tu ignoras que há leitos onde o frio não se demora e noites rumorosas de águas matinais. Por isso, às vezes, as palavras que te digo são duras, mãe, e o nosso amor é infeliz. Tudo porque perdi as rosas brancas que apertava junto ao coração no retrato da moldura. Se soubesses como ainda amo as rosas, talvez não enchesses as horas de pesadelos. Mas tu esqueceste muita coisa; esqueceste que as minhas pernas cresceram, que todo o meu corpo cresceu, e até o meu coração ficou enorme, mãe! Olha — queres ouvir-me? — às vezes ainda sou o menino que adormeceu nos teus olhos; ainda aperto contra o coração rosas tão brancas como as que tens na moldura; ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal… Mas — tu sabes — a noite é enorme, e todo o meu corpo cresceu. Eu saí da moldura, dei às aves os meus olhos a beber, Não me es…

Esta é a Madrugada que eu Esperava

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Esta é a madrugada que eu esperava O dia inicial inteiro e limpo Onde emergimos da noite e do silêncio E livres habitamos a substância do tempo

Sophia de Mello Breyner Andresen (1974), O Nome das Coisas.

Telmo Pires - Silêncio e Tanta Gente

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Conheci o Telmo Pires, através do Instagram. Uma descoberta muito interessante. 
O poema, que divaga entre as notas musicais e as palavras, neste canto, é de suma riqueza.
De 1984, um tema de Maria Guinot que, naquele ano, venceu o festival da canção português.





Ouça outra versão/interpretação aqui .



A letra

Jorge Palma - A Escola

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Imagem de Gerd Altmann por Pixabay


Eu nasci lá para os lados do rio passava os dias a jogar à bola

mas eu não era excepção e antes que desse por isso já estava na escola


O programa era elementar
entre o Euclides e o Arquimedes mas sempre que a informação dá uma volta no espaço eu quero sintonizar


A escola ainda não acabou
há sempre tanta matéria a estudar que eu chego mesmo a ter medo de em qualquer momento já não ter lugar para mais conhecimento


Já consigo filosofar
sei uma ou duas palavras em grego enquanto o tempo deixar e a escola não se afundar vou alterando o meu ego


E Se as Crianças

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" E se as crianças perderem o ano escolar E se em vez de aprender matemática, aprenderem a cozinhar? Costurar suas roupas? Limpar? A cultivar uma horta no quintal? Se aprenderem a cantar músicas para seus avós ou seus irmãos mais meninos? Se aprenderem a cuidar dos seus animais de estimação e a tomar banho? Se desenvolverem sua imaginação e pintarem um quadro? Se aprenderem a ser mais responsáveis e conectados com toda a família em casa? Se nós os pais os ensinamos a ser boas pessoas? Se aprenderem e souberem que estando juntos e saudáveis é muito melhor do que ter o último celular de moda? Talvez isso nos falta, e se eles aprenderem, talvez não perdemos um ano, talvez ganhemos um tremendo futuro." Fonte: Casa da Árvore

Livre não Sou

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Livre não sou, que nem a própria vida  Mo consente.  Mas a minha aguerrida  Teimosia  É quebrar dia a dia  Um grilhão da corrente. 
Livre não sou, mas quero a liberdade.  Trago-a dentro de mim como um destino.  E vão lá desdizer o sonho do menino  Que se afogou e flutua  Entre nenúfares de serenidade  Depois de ter a lua!
  Miguel Torga

Como Derrotar um Dragão com Matemática

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Prioridades,
Regras,
Até mesmo no mundo da matemática.
Afinal, como derrotar um dragão com matemática?


Os Três Porquinhos

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Numa época de maior convivência familiar, uma história conhecida, a partilhar e explorar com os mais novos: "Os 3 Porquinhos" (versão galega)