Serenamente sem Tocar nos Ecos

Imagem de Barney Elo por Pixabay

Vive com a memória exacta
De todos os desastres
Aos deuses não perdoes os naufrágios
Nem a divisão cruel dos teus membros.


No dia puro procura um rosto puro
Um rosto voluntário que apesar
Do tempo dos suplícios e dos nojos
Enfrente a imagem límpida do mar.
                                               
  
Sophia de Mello Breyner Andresen, "Serenamente sem tocar nos ecos"

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