Mensagens

A mostrar mensagens de Maio, 2020

Tempo

Imagem
Imagem de Rudy and Peter Skitterians por Pixabay


Tempo que voa, dispersando a felicidade, nas asas do destino. Tempo cujas feridas nem sempre cicatrizam, no acervo das memórias. Tempo e respetivas perdas: o reflexo das facadas de alguns que amámos que foram parte integrante deste corpo sem alma. O percurso dos viajantes. Do mais precioso, os atos e as memórias; a consciência tranquila. Todavia, é ao sabor do tempo que as vontades mudam e nelas oscilam as valências do presente. O tempo que nos ensina. Inusitados e entranhados no receio rumo ao amanhã, os seus mistérios.

Ai Flores, Ai Flores do Verde Pinho

Imagem
Dia Mundial da Língua Portuguesa




Ai flores, ai flores do verde pinho, se sabedes novas do meu amigo? Ai Deus, e u é? Ai flores, ai flores do verde ramo, se sabedes novas do meu amado? Ai Deus, e u é? Se sabedes novas do meu amigo, aquel que mentiu do que pôs comigo? Ai Deus, e u é? Se sabedes novas do meu amado, aquel que mentiu do qui mi há jurado? Ai Deus, e u é? Vós me perguntardes polo voss'amigo, e eu bem vos digo que é sã'e vivo. Ai Deus, e u é? Vós me perguntardes polo voss'amado, e eu bem vos digo que é viv'e são. Ai Deus, e u é? E eu bem vos digo que é sã'e vivo e seera vosc'ant'o prazo saído. Ai Deus, e u é? E eu bem vos digo que é viv' e são e seera vosc'ant'o prazo passado Ai Deus, e u é? Dom Denis [El-rei ~] [= Tav 25]

Coronavírus: o viajante indesejável

Imagem

A batalha entre o coronavírus e o nosso sistema imunológico

Así es la batalla entre el coronavirus y nuestro sistema inmunológico

Estas son las claves del enfrentamiento entre el nuevo coronavirus y nuestras defensas cuando este patógeno entra en nuestro cuerpo pic.twitter.com/zOlCQzFkAU — RT en Español (@ActualidadRT) May 3, 2020

Poema da Mãe

Imagem
Imagem de bingngu93 por Pixabay


No mais fundo de ti, eu sei que traí, mãe Tudo porque já não sou o retrato adormecido no fundo dos teus olhos. Tudo porque tu ignoras que há leitos onde o frio não se demora e noites rumorosas de águas matinais. Por isso, às vezes, as palavras que te digo são duras, mãe, e o nosso amor é infeliz. Tudo porque perdi as rosas brancas que apertava junto ao coração no retrato da moldura. Se soubesses como ainda amo as rosas, talvez não enchesses as horas de pesadelos. Mas tu esqueceste muita coisa; esqueceste que as minhas pernas cresceram, que todo o meu corpo cresceu, e até o meu coração ficou enorme, mãe! Olha — queres ouvir-me? — às vezes ainda sou o menino que adormeceu nos teus olhos; ainda aperto contra o coração rosas tão brancas como as que tens na moldura; ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal… Mas — tu sabes — a noite é enorme, e todo o meu corpo cresceu. Eu saí da moldura, dei às aves os meus olhos a beber, Não me es…