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Ritmos de aprendizagem alucinantes e pressão dos pais levam crianças à psiquiatria

Este é um artigo de leitura impreterível, do jornal O Mirante, datado de 31 de maio deste ano, sem referência ao autor.


A destacar e refletir


<<A diferença entre um problema mental e uma perturbação psiquiátrica tem a ver com a gravidade, a intensidade, a frequência e o impacto que os sintomas têm na vida da criança ou adolescente. Ou seja, quanto maior a incidência destes factores, mais provável é que sofra de uma perturbação psiquiátrica.>>


https://www.pexels.com/photo/a-boy-seated-holding-a-basket-ball-2915307/
Photo by Malcolm Garret from Pexels



<< O ritmo de vida e os ideais criados pelos adultos são a principal causa do aumento de problemas de saúde mental em crianças e adolescentes. (...) 
As crianças são desde cedo pressionadas por ritmos “alucinantes” nas escolas, por vezes sobrecarregados com os famosos trabalhos para casa (TPC), com pressões de rápida aprendizagem, por parte dos professores que têm um programa de conteúdos para cumprir durante um ano lectivo, orientado pelo Ministério da Educação.
Por outro lado, a esmagadora maioria dos pais e encarregados de educação pressiona as crianças para que cumpram os requisitos impostos socialmente... Os professores são pressionados, os pais são pressionados e tudo isto cai em cima dos ombros de indivíduos com cinco ou seis anos de idade. “Há professores extraordinários nas escolas, o problema é que alguns estão esgotados. As turmas, principalmente do primeiro ciclo, são muito grandes e o excesso de alunos é promotor de todo o tipo de dificuldades nas crianças”... 
 Do outro lado de uma balança onde falta equilíbrio em várias frentes, estão as crianças que não dão muito trabalho, as que se encostam a um canto do recreio da escola e praticamente não interagem. “Estes casos são, por vezes, mais preocupantes que os das crianças agitadas”, explica a médica" - Dr.ª Ana Barata, do Serviço de Saúde Mental do Hospital Distrital de Santarém (HDS). “Estas crianças sofrem, em alguns casos, de perturbações internalizantes e são menos sinalizadas porque não incomodam, não chamam tanto a atenção mas às vezes têm problemas mais complicados de tratar”>>

Comentários

  1. Boa tarde Amigo!
    Mais um interessante tema e concordo plenamente no que se diz! Muitas as vezes a pressão deve-se a outras actividades extra escolares. Digo eu. Em casa o ambiente deve ser calmo, mas com as vidas tão stressantes por vezes nem há tempo para reparar nos problemas das crianças!
    .
    Como já disse aqui, tenho comigo uma menina [Enteada/afilhada] com 11 anos/quase 12, exijo dela boas notas e obrigo a estudar. Dou-lhe regras. Por outro lado, devido a não ter actividade profissional, dedico-me a tempo inteiro a ela. Ou seja, estou atenta a todos os sinais, até à ronha e às coisas que inventa. É que já não tenho 30 anos... :)

    Quanto às crianças sossegadas, tem vários factores. Um deles é quando são gordinhas e são todos os dias bombardeadas com as ofensas dos colegas. Isso leva-as/os, a refugiar-se! Falo de factos verídicos. A Minha tem uma colega na sala dela, da mesma idade e pesa uns 80 KIlos. Nos intervalos fica na sala, já para não se meterem com ela. Em casa não diz nada à mãe. Por sua vez, aos pais e os avós tratam dela como se fosse um bebé e pior, compram-lhe tudo o que quer para comer...é tudo, mas tudo o que quer. Não existe um não! Ora, são culpados da filha sofrer de buling, mas não sabem.
    .
    Também, nas escolhas devia de existir um psicólogo, pelo menos! Dizem que há, mas nunca está quando se precisa. Falo do que sei.
    E pronto...A vida é tão stressante e complicada que sofrem adultos e, principiante os pequenos!

    Beijos. Bom fim de semana
    Tudo de bom para si e sua Mãe. :)

    ResponderEliminar
  2. A falta de psicólogos é notória. Ocupam-nos com documentos e mais documentos. É triste.
    Bem sei o que é fazer parte dos "quietinhos", embora, por vezes, oscilasse. A rejeição pelos pares, as dificuldades em integrar um grupo,... Num meio pequeno, no qual não se pode mudar de escola, podem ficar marcas para toda uma vida.
    Por aqui, ontem foi diagnosticado síndrome vertiginoso à minha mãe. Do ME nem uma resposta. Na segunda-feira, para a junta médica, o meu espírito já está preparado para o pior. Garanto que ao respeito não me faltaram, pois se o fizerem, darei o troco na mesma moeda.
    Bom fim de semana. https://media2.giphy.com/media/XyyjAzF0kYI4U/giphy.gif

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