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O Exorcista I – o novo final

Desafio de Escrita dos Pássaros #13
Leitura não recomendada a menores de 16 anos ou pessoas sensíveis








Das trevas que norteiam o seu interior, no baloiçar dos espíritos diabólicos que torneiam a libido da jovem adolescente, Regan não esconde o olhar sedento pelo corpo daquele Padre que ousa exorcizar pedaços de si. Ele, dotado de símbolos e ritos religiosos dificilmente esconde a ereção que faz de si homem mundano e pecador. Padre, um estatuto para diferentes papeis. Nele, a cada instante, o desejo incontrolável.
Nesta história, o Padre Dyer não será assassinado pelos espíritos que invadem Regan, naquelas escadas sombrias e desertas. Desta vez, prevalece a força do pecado e do desejo.
Num acesso de raiva planeado, a jovem rasga a batina do homem, libertando-o de todos os símbolos religiosos. Com olhar piedoso, agarra o falo de Dyer, acaricia-o e leva-o à boca. Confuso, visitado por episódios ocorridos no colégio de padres, entre rapazes, futuros sacerdotes, o orgasmo faz-se sentir de f…

Professores sem direito a mobilidade por doença

Inês Rocha é a jornalista responsável pelo exclusivo da Renascença de hoje. O artigoLapsos nas candidaturas deixam professores sem direito à mobilidade por doença, cuja leitura recomendo, têm como suporte, testemunhos reais. 

“Tweet”  pessoal da jornalista


Nunca ambicionei recorrer ao concurso de Mobilidade por Doença (MPD), consagrado no Despacho n.º 9004-A/2016. Também não gosto de fazer parte deste grupo de professores, dada a forma como somos "acolhidos" por algumas Direções, que não atendem às especificidades de cada caso. Os motivos maiores, os meus, prendem-se com as perdas irreversíveis, as doenças graves, o acompanhamento e apoio, os lutos, e a resiliência que nos é exigida quando o Universo parece conspirar contra nós. A linha entre cuidador e doente parece-me ténue, confundindo-se, em certos momentos.

Infelizmente, não sou perfeito. Frequentemente erro ou sou impaciente com a minha mãe, a única familiar que me resta. Dos seus problemas de saúde, muitos não estão devidamente diagnosticados, uma vez que não a consigo convencer a recorrer a médicos da especialidade. Isto, sem esquecer o peso da reforma baixa. Repartimos todas as despesas, mas a crise refutada por alguns faz-se sentir. 

Neste ano, quando me candidatei à MPD, a minha avó tinha partido há poucos meses. Na Escola, o trabalho com um projeto para a Missão UP da GALP, no qual conseguimos um dos 5 primeiros lugares, a nível nacional, requeria dedicação, dentro e fora da sala de aula, com muitas horas extraordinárias, algumas delas com tarefas fora da minha área de conforto. Ao submeter toda a documentação atinente ao concurso, não reparei no lapso numa cruz, do relatório médico. De referir que a linguagem utilizada no boletim de candidatura não é acessível a todos, sobretudo a muitos dos órgãos que certificam a necessidade deste destacamento. No entanto, as palavras escritas pela médica e o certificado da Junta de Freguesia certificam, para quem esteja alheio ao processo, tratar-se de um erro humano. Quando está escrito que a doente é portadora de incapacidade, viúva e requer do apoio do filho (único), facilmente se depreende que este necessita de destacamento, dado estar colocado a 50 km de casa, numa vila com acessos nem sempre bons.

Após o pedido de reapreciação, uma das respostas iniciais refere indeferimento do mesmo, por não se tratar de um "erro administrativo". Passado um mês, outro correio eletrónico, no qual é citado que "o seu caso encontra-se em análise". De referir que "as respostas" díspares provêm de gabinetes diferentes do ME. 

Talvez não saibam, mas no interior do país, a deslocação a um supermercado, consulta médica ou farmácia que diste 3,5 km,  ou menos, implica o recurso ao serviço de táxis, com preços que não se coadunam com muitas das reformas em vigor. Com o passar da idade, a mobilidade, a lucidez e a saúde geral entram em declínio. Por outro lado, a população do interior do país está muito envelhecida e aldeias, outrora muito povoadas, mais parecem desertos. 

Tiago Brandão, atual Ministro da Educação, raramente "dá a cara" pelo Ministério que é da sua tutela. Aliás, a sua reeleição foi incompreendida por muitos. Atendendo ao referido no artigo, questiono os exemplos de cidadania, equidade, democracia, justiça e fraternidade dados por este Ministério aos seus atores. 
Não, este não é o caminho para que os portugueses possam acreditar nos seus políticos e concomitantes políticas. 


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