O Exorcista I – o novo final

Desafio de Escrita dos Pássaros #13


Leitura não recomendada a menores de 16 anos ou pessoas sensíveis




Cena do filme O Exorcista 1





Das trevas que norteiam o seu interior, no baloiçar dos espíritos diabólicos que torneiam a libido da jovem adolescente, Regan não esconde o olhar sedento pelo corpo daquele Padre que ousa exorcizar pedaços de si. Ele, dotado de símbolos e ritos religiosos dificilmente esconde a ereção que faz de si homem mundano e pecador. Padre, um estatuto para diferentes papeis. Nele, a cada instante, o desejo incontrolável.

Nesta história, o Padre Dyer não será assassinado pelos espíritos que invadem Regan, naquelas escadas sombrias e desertas. Desta vez, prevalece a força do pecado e do desejo.

Num acesso de raiva planeado, a jovem rasga a batina do homem, libertando-o de todos os símbolos religiosos. Com olhar piedoso, agarra o falo de Dyer, acaricia-o e leva-o à boca. Confuso, visitado por episódios ocorridos no colégio de padres, entre rapazes, futuros sacerdotes, o orgasmo faz-se sentir de forma intensa e duradoura. A ejaculação projeta violentamente Regan além da janela do quarto,
Naquelas escadas, onde jaz entre a vida e a morte, larvas resultantes do esperma do exorcista consomem-na de forma voraz. Num ápice, nada resta dela.

Enquanto isso, a mãe dela bate na porta do quarto, sem saber o que se passa. Subitamente, Dyer dá-lhe a mão e abraça-a. Envolvem-se. Enquanto a língua do Padre devora o interior da nova amante, o brilho no seu olhar dá lugar ao fade out. O Exorcista continuará a sua missão, como padre militante de um universo demoníaco. 
Nem só os espermatozoides ostentam um caminho…

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