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O filme: Corre Rapaz Corre

Run Boy Run
Corre Rapaz Corre (Alemanha, Polónia e França, 2013) é um filme dramático, entre alusivo aos tempos da segunda grande guerra mundial, baseado em factos reais. Encontra-se disponível, gratuitamente, no catálogo da Rakuten TV.
Esta é uma obra repleta de sentimento, sensibilidade, beleza e valores, que nos permite acompanhar um pequeno órfão que, com a ajuda do pai, conseguiu fugir dos campos de concentração. Na sua senda, perdido na floresta ou a mendigar de porta em porta, oferecendo-se para trabalhar em quintas, o ódio dos seguidores da doutrina de Hitler. A circuncisão era suficiente para comprovar a origem judaica. 
Um filme perante o qual não ficamos indiferentes, com a mestria, o poder e os ensinamentos de O Menino do Pijama às Riscas e A Vida é Bela
Alguns dos momentos mais marcantes desta obra consistem no abate indiscriminado do cão de companhia do menino que um dia o salvou da morte, por soldados; a solidão; a perda de uma mão e parte do braço, durante trabalhos de…

Não nasci para isto

Desafio de Escrita dos Pássaros #14



A violência entre menores está a aumentar nas Escolas.
A sociedade continua a desrespeitar os seus professores. Como epicentro, o Ministério da Educação.


Durante décadas, as condições de habitação dos professores foram desconhecidas ou abnegadas. Provavelmente, por uma questão de orgulho. Nos nossos tempos, não obstante, as injustiças de vária ordem, estar provido no quadro de uma Escola não significa proximidade de casa. Na generalidade, muitas das despesas duplicam, de que são exemplos a eletricidade, a água, o gás e a alimentação. Muito raramente, um docente consegue arrendar um espaço cujo senhorio forneça fatura para dedução no IRS. O que dizer de um sofá?

Cartoon de Paulo Serra


De referir que esta realidade não se observa somente nos grandes centros urbanos, ao contrário do que têm tentado feito crer.
Entretanto, dissemina-se a ideia de que há falta de preparação dos docentes portugueses para lecionar. Vivemos tempos conturbados, durante os quais é preciso filtrar as informações que nos são feitas chegar. Muitos são os pássaros conturbados e maquiavélicos que dominam os média. Não, não nasci para isto.

Comentários

  1. Uma triste realidade, esta.
    Quanto ao último parágrafo, penso que os directores protegem-se, não querem mostrar a sua fragilidade perante a tutela.
    São cordeirinhos.

    Beijinho

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  2. Apesar de nem todos se regerem pela mesma conduta, a sede de poder fá-la mais alto.
    Quantos já esqueceram como se dá aulas ou não o fazem há décadas...
    Beijo meu.

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  3. Lamento que esta realidade só agora comece a ser falada.
    Até hoje, só vivi em "condições", apesar da distância, em Manteigas e Trancoso. Gostei muito de Seia, é verdade, mas alguns episódios não foram nada agradáveis. A "pensão familiar", onde praticamente só eu vivi durante 3 anos, foi a fonte para que um dia, ao chegar de casa, não tivesse a lâmina de barbear, escova de dentes, o meu Chrome da Azarro... O pior, quando num quarto ficava alojado um bêbado mal-cheiroso e conflituoso. No entanto, admito nunca me ter cruzado com a personagem. O que estava para vir não seria melhor. A experiência de viver um mês com um casal alemão foi fascinante. Permitiu-me esquecer o resto. Efetivo a uma Escola, a 105 km de casa, seguiu-se uma cave, com uma pequena janela, sem poder usar o fogão ou o grelhador elétrico. Pontos positivos: os vizinhos e senhorios.
    Caso tivesse optado por lugares mais confortáveis, o sofá estaria à minha espera. Isto sem falar nos conflitos que costumam surgir quando se partilha a casa com estranhos...

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  4. Aqui no Brasil o ensino, pelo que tenho conhecimento, está cada vez pior, vejo alunos desrespeitando (violentando) professores. Professores não podem nem ter a liberdade de dar uma nota justa (que poderia ser baixa) por medo da violência, mesmo porque os alunos em escolas públicas não podem ser reprovados. Conclusão de que mais pessoas não sabem a diferença de "mas" e "mais" e vivemos em uma sociedade baseada em fatos de "facebook".

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  5. O respeito para com o professor era um must.
    Era, esse é que é o grande problema.
    Aquele abraço, boa semana

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  6. Aqui, passa-se o mesmo.
    Infelizmente!
    Abraço.

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  7. Pelo e entre professores.
    Ainda hoje, na JM, quantos disseram "boa tarde"? Nenhum!
    Abraço.

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  8. Ninguém nasceu para isso, infelizmente muitos vivem essa realidade.

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Este blogue é feito de histórias reais, que se misturam com emoções e valores, entre alguma ficção. Também de pessoas com opinião, sentimento e uma mão que se estende.

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