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O Exorcista I – o novo final

Desafio de Escrita dos Pássaros #13
Leitura não recomendada a menores de 16 anos ou pessoas sensíveis








Das trevas que norteiam o seu interior, no baloiçar dos espíritos diabólicos que torneiam a libido da jovem adolescente, Regan não esconde o olhar sedento pelo corpo daquele Padre que ousa exorcizar pedaços de si. Ele, dotado de símbolos e ritos religiosos dificilmente esconde a ereção que faz de si homem mundano e pecador. Padre, um estatuto para diferentes papeis. Nele, a cada instante, o desejo incontrolável.
Nesta história, o Padre Dyer não será assassinado pelos espíritos que invadem Regan, naquelas escadas sombrias e desertas. Desta vez, prevalece a força do pecado e do desejo.
Num acesso de raiva planeado, a jovem rasga a batina do homem, libertando-o de todos os símbolos religiosos. Com olhar piedoso, agarra o falo de Dyer, acaricia-o e leva-o à boca. Confuso, visitado por episódios ocorridos no colégio de padres, entre rapazes, futuros sacerdotes, o orgasmo faz-se sentir de f…

The Deuce - o nascimento do mundo da pornografia

https://www.amazon.com/The-Deuce-Season-1/dp/B077QPR4V3
The Deuce - Fonte da imagem aqui


The Deuce é uma série da HBO, em três temporadas, escrita por David Simon, que acompanha o nascimento e crescimento da indústria pornográfica, desde os anos 70 aos 80. O nome da série assenta numa alcunha para a 42nd Sreet, a rua que é o foco da história. As personagens são diversificadas, conferindo realismo: chulos(as), prostitutas(os), drogados, polícias, mafiosos, membros da comunidade LGBTI+, empregados de bar estudantes, famílias triviais e disfuncionais, feministas, etc. 

A primeira temporada da história começa em 1971, numa altura em que o negócio da prostituição ainda ocupava Times Square e a violência ligada a tráfico de droga era um problema dramático em Nova Iorque. As pequenas e grandes situações que possibilitaram a criação da indústria pornográfica como a conhecemos são explicadas, algumas vezes de forma explícita, embora contextualizada. 

No que diz respeito à 2.ª temporada, aquela que menos gostei, a ação decorre em 1977, com a popularização do negócio, que começa a render, e a rápida adaptação de algumas prostitutas, que migram para os filmes pornográficos. Também alguns homens, homossexuais, na procura de novas oportunidades (não me sinto no direito de julgar, generalizando), começam a desempenhar papeis de heterossexuais, na indústria do sexo, o que trouxe algumas complicações, plasmadas na terceira temporada. Esta decorre em 1984/85, com a vulgarização das cassetes VHS presentes em muitos lares e aquele que foi inicialmente considerado o cancro do século: a SIDA. Por vezes, senti-me no dia em que vi, pela primeira vez, Filadélfia, contendo algumas lágrimas, tal é o realismo e competência de toda a equipa, num retrato fiel a esta síndrome, às consequências das toxicodependências e ao lado descartável que a sociedade confere aos seus atores. 


Para quem gosta de música, segue-se a banda sonora de todas as temporadas, marcada por alguns êxitos intemporais. 




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