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R.E.M. - Everybody Hurts

Quantas lágrimas,
Quantas recordações...

Do séquito das emoções, as memórias...
Todos nos magoamos, mas a dor maior pode estar tão perto de nós, camuflada por sinais no dialeto de um abismo.

O meu Kobo



Ontem pensei que o meu Kobo tinha morrido. Trata-se de uma ferramenta essencial para ler à noite, sem danificar a visão, tirar notas e consultar o significado de algumas palavras. Culpei os meus dedos por aquela morte inusitada. 

Na  área de cliente do produto fez-se luz e eis que este ressuscitou. Ao contrário do que pensei, o eREADER estava em modo de suspensão e bloqueado. Por isso, não recarregava, não me permitia ler, nem recebia energia. Ainda há quem não lê o livro de instruções. 


Durante anos fui cético para com estes aparelhos e formato de livros. De início, a adaptação não foi fácil, durante uns 5 a 10 minutos. Entretanto, o conforto ocular, os recursos já mencionados, o fácil transporte de obras com 400 a 800 páginas e o não recurso ao papel, prevaleceram. Não devemos esquecer que a leitura promove a plasticidade mental.

Comentários

  1. Não consigo gostar...


    https://titicadeia.blogspot.com/

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  2. Confesso que gosto de cheiro de livros ... Não leio em frente a monitores. Beijinho

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  3. Confesso que também pensava não conseguir vir a gostar. Por isso, comprei um modelo mais económico. O que não gostei mesmo foi do bloqueio que teve e que me levou a pensar estar avariado.

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  4. Começo por pedir desculpa, pois ando afastado da blogosfera. Esta semana foi...
    Ontem, fez 5 anos que o meu pai partiu, a minha situação abnegada, pelo ME, a qual gerou uma crise de ansiedade desde sábado...
    Eu também gosto de cheiro dos livros e se os danificam ou cometo alguma imprudência... Inclusive, com os da Escola.
    Em casa, tenho muitos, técnicos, clássicos, entre outros. Alguns ofereci-os à biblioteca da escola antiga. Tentei ainda enviar muitos para África ou para instituições, mas a forma como fui atendido por uma certa "associação" de Coimbra, levou-me a reciclá-los. Não compreendo a dificuldade em recorrer a um livro de matemática dos anos 90, extraindo ideias e exercícios para os 3.º e 4.º anos atuais. Eram tantos os dos 2.º e 3.º Ciclos, de CNAT e Matemática… Enfim!
    Bjs meus.

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  5. Querido vamos por partes, no sapo já me tinhas referido esta altura crucial que te marcou, não há palavras, hoje em conversa com a minha madrasta, disse que o meu pai daqui a 20 anos pode não estar entre nós, e depois caí em mim, e depois? Quem sou eu ? De quem sou eu ? Segunda parte, eu uso uma gramática da minha madrasta com mais 40 anos que custou 30 centavos e em feiras de segunda mão uso recursos antigos, a matéria está muito mas muito mais simples. Em português para recursos estilísticos, graus dos adjectivos, só tenho que ter cuidado par aquilo não se desfazer. No 12.º ano, um livro com 35 anos de quando o meu pai tirou o 12.º à noite, o jeito que aquilo dá para preparar exames :) Beijos e se precisares estou aqui

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  6. Ainda bem que conseguiu descobrir o problema!
    Faz sempre jeito, porque, se calhar sempre é mais pratico que os livros que tivessem essas páginas todas. Ler faz bem, gostaria de me prender mais à leitura e, confesso, que leio mais pela internet. Sites, blogues, etc .. do que livros. Em pequena não fui estimulada a ler, nem havia tempo. Já a menina que tenho comigo adora ler. No natal gosta de receber livros, devora-os num instante. O que é bom. Pena que a Português dá erros e por vezes a nota nem é melhor pelos erros que dá.

    Quanto a si e à sua Mãe, espero que se encontre bem, dentro dos possíveis.
    -
    Quando os nosso desejo se fundem ...
    Beijo e uma boa noite!

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  7. Para levar e ler em qualquer lugar não existe melhor
    Ocupa pouco espaço e não pesa
    Abraço

    Kique

    Hoje em Caminhos Percorridos - Mãe, como eu nasci

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  8. Continuo fiel aos livros em papel.
    Aquele abraço, bfds

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  9. As perdas e as marcas que nos deixam, dependem dos contextos. Também das personalidades, é certo.

    Eu também mantenho-me fiel a alguns livros antigos. Por exemplo, os compêndios de matemática dos anos 60 e 70. "Conservo", religiosamente, os exames da década de 70, que uma das professoras nos cedeu. Neste caso em concreto, não entendi nem entendo, as exigências que têm para quem os quer oferecer. Os manuais têm que ser atuais. Não entendo.

    Bjs meus.

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  10. Cidália, já pediu uma intervenção por parte da equipa de educação especial e psicólogos, por forma a despistar eventual problema relacionado com a escrita? Fale com o DT. Existem várias situações que implicam erros ortográficos.

    Em tempos, perdi a capacidade de ler o que não estava relacionado com a profissão. Insisti. Percebi que não tenho de seguir tendências, aceitei o meu novo ritmo, fruto de uma doença e assumi o meu gosto por alguma literatura juvenil. Tente. Encontrará novos estilos para a sua escrita, ideias,...
    De facto, o Kobo tem essa grande vantagem. O último livro que me foi proposto tem mais de 800 páginas. O que acabei de ler tinha mais de 400. Trazê-los na mala é absurdo!

    Grande beijo e obrigado pelas suas palavras/votos.

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  11. Exatamente.
    Penso que um modelo de 9,7'' seria mais confortável, mas habituamo-nos.
    Abraço.

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  12. Estes também têm o seu espaço, o que só entendi depois de começar a usá-los. A deceção: sempre pensei que a capa do livro e imagens surgiam a cores. Nada disso.

    Abraço.
    Bom fim de semana.

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