Crianças maiores de 10 anos obrigadas a passar por Junta Médica no apoio para óculos



Foto de James Wheeler no Pexels

Vários são os problemas de visão que interferem nas nossas atividades quotidianas, aprendizagens e atos. Algumas problemáticas requerem uma mudança das lentes para óculos mais amiúde. 


Aqueles que trabalhamos no ramo educacional sabemos o quanto é difícil criar o hábito, nas crianças, de pôr os óculos, durante as aulas, na Escola. Também somos conhecedores das implicações negativas para as aprendizagens e saúde dos discentes quando estes não os usam ou a graduação está desajustada. Perante este auxiliar desadequado ou que partiu durante o intervalo, muitas famílias têm dificuldades em repô-los por questões financeiras. Prioridades que não temos o direito de julgar, pois, ainda há fome nas nossas Escolas. O que dizer das condições de habitabilidade? 

Ao ler as notícias, deparei-me com a acidez feita chegar pelo Diário de Notícias, no artigo Apoio para Óculos. Crianças com mais de dez anos obrigadas a passar por Junta Médica, com base no sítio da Segurança Social.

É de todo conveniente definir a variável "deficiência". Como definem, os oftalmologistas e a Segurança Social, a "deficiência visual"? A utilização da CIF (Classificação Internacional da Funcionalidade), não elaborada para crianças, é o melhor recurso para o contexto escolar? 

Não sou apologista da forma como funcionam os apoios à deficiência, nas diferentes patologias, no nosso país. No meu entender, nem sempre os pais são as pessoas que devam aceder-lhes diretamente. Uma vez mais, tal está relacionado com contextos e prioridades, por vezes de suma complexidade. 


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