Professora com filha portadora de paralisia cerebral vê recusada candidatura à MPD

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Não posso ficar indiferente à situação da professora que viu indeferida a sua candidatura à mobilidade por doença (MPD), como pode ler aqui, devido à falta de um documento, num contexto cuja rotatividade anual não faz sentido. Além de cuidadora informal da filha, portadora de paralisia cerebral (PC), também os pais precisam da sua ajuda. 


A burocracia tem vindo a aumentar neste país, no qual quem não fizer parte da máquina vê os seus direitos, mesmo que consagrados na Constituição, defraudados, desrespeitados, anulados, violentados... Apraz-me questionar o que é feito do tão apregoado Estatuto do Cuidador Informal, de que tantas vezes ouvimos falar, durante o governo anterior. Estará a ser ajustado, como tantas outras Leis, por forma a satisfazer as necessidades de alguns?


De momento, encontro-me numa situação semelhante à retratada, embora não tão complexa. No meu caso, até à data, fui cuidador da avó, Doente de Alzheimer e do pai, com mieloma múltiplo. Acompanhei-os desde o início até ao  adeus. Entre a doença da avó e do pai, também a minha mãe teve cancro. Continuo a acompanhá-la da melhor forma que sei e com as eventuais falhas do ser humano que sou.  A nossa última perda foi em janeiro. Da minha mãe, apesar dos 68 anos, as marcas, o medo e a incapacidade perante algumas atividades triviais. 


No pedido de MPD, referente ao presente ano letivo, não me apercebi de um lapso, numa “Cruz”(X), por parte da médica de família. Reitero, “lapso”. Na altura, além da mãe, a defesa de um projeto com uma turma da Escola constituíram fatores promotores de ansiedade e alguma falta de concentração. O que a médica escreveu no relatório médico, quando cruzado com o da Junta de Freguesia, não deixa margem de dúvida para o engano. Assim, também eu vi o meu pedido de MPD indeferido, ficando a minha escola a cerca de 1h de viagem, com acessos por estrada de serra, nevoeiro e gelo.


Ao pedir reapreciação do indeferimento citado, tive como resposta, se de facto o é, uma vez que dentro do ME e sindicato não encontrei consenso, não ter direito à referida mobilidade “pois não se trata de um erro administrativo”. Se esta fosse a génese do engano, o solicitado não faria sentido. O lado humano parece não  prevalecer.  Perante o envio de correio eletrónico para os responsáveis, a resposta é sempre a mesma. Limitam-se a não responder.


Enquanto isto, a minha saúde tem vindo a agravar-se. No nosso país, o abandono dos mais velhos é um ensinamento a implementar? 

Assim é o Ministério que respeita os seus professores 😿

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