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Sabores

O Programa do Governo para a Educação

Autor desconhecido (aqui)


O Programa do XXII Constitucional 2019-2013 pode ser consultado na seguinte hiperligação. Paulo Guinote, no blogue, O Meu Quintal, analisou, de forma muito pertinente, esta temática, como pode ler aqui


A destacar

a) A revisão do modelo de Gestão Escolar;

b) Concurso de docentes;

c) Reestruturação da carreira docente;

d) Proibição da retenção de alunos no ensino básico;

e) Aumento do número de horas na Escola.


Alexandre Henriques, do Com Regras, apresentou as linhas gerais.


Se a carreira docente não tem sido ambicionada pelos mais novos, e não só, os caminhos apresentados acentuam esta vertente. O Governo abriu guerra às carreias especiais do Estado. Curiosamente, os políticos, nas suas diferentes vertentes, não são considerados como "especiais". Importa apurar quais são as profissões nas quais é exigida a:


- elaboração de um Relatório de Avaliação de Desempenho Anual pelo trabalho desenvolvido (avaliação interna);

- observação presencial do trabalho efetuado, obrigatoriamente, em dois períodos distintos da sua carreira (avaliação externa);

- frequência de ações deformação num total de 425 horas, ao longo de toda a sua progressão na carreia, muitas delas pagas;

- estrangulamento em dois períodos distintos da sua progressão na carreira, sujeitando os trabalhadores à obtenção de vaga pré-definidas pelas chefias.





(...) Mas já naquele tempo (década de 90), vi olhares ausentes e cansados dos docentes, a procurarem a paz, numa escola que parecia preparar-se para a guerra. E vi no café pais a exigirem a cabeça do professor, que o menino tinha sido “incomodado” por estar distraído na sala de aula.
Depois disso assisti a uma completa campanha de desinformação, manipulação e desestabilização à volta dos professores; assassinaram-lhes o carácter; menosprezaram as suas funções; deitaram por terra todo o capital de prestígio acumulado à sua volta. E aos costumes, quem governava, disse nada!
Nos anos sessenta, setenta, oitenta e noutros que se lhes seguiram, no Portugal profundo, sem estradas dignas desse nome e com muitos carreiros de cabras, foram os professores de mala às costas e com um molho de sonhos na algibeira, que se arriscaram a ir dar aulas, onde nem o diabo queria morar. E fizeram-no, não por um ano, ou dois, mas por muitos anos. Em determinadas situações a velha escola do “plano dos centenários” foi o porto de abrigo de miúdos cheios de fome e de vida, de roupas gastas pelo uso e de pés doridos.
Agora, na modernidade, os professores percorrem o país, para fazerem o que mais gostam – dar aulas, com a ansiedade do que vão encontrar e a incerteza de como e durante quanto tempo, o vão fazer.
O brilho da profissão docente que vi nos olhos de tantos homens e mulheres está a dar lugar à angústia e à frustração. Ao débil reconhecimento por parte dos poderes públicos, que nem tão pouco se incomodam que um professor com quarenta anos de carreira ganhe menos do que um jovem juiz estagiário, cheio de doutrina, mas completamente “cru” de experiência de vida (...)



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