O Afeto não é crime

A educação sofre interferências políticas, económicas, sociais, científicas, de diferentes vertentes do meio, entre outras. Os seus intervenientes raramente refletem acerca das potencialidades, ou não, de determinadas práticas. O mesmo se aplica à transmissão de ideologias e valores praticados noutros países, aqueles que pagam grande parte da investigação científica, a troco da disseminação de critérios e conceitos capazes de ir ao encontro do supremo interesse político.

Atualmente, em muitas Escolas, nos Jardins de Infância e do 1.° Ciclo, as dimensões da sexualidade da criança são abnegadas. Quase sacrificadas. Por exemplo, os intervenientes ficam chocados quando ouvem um menino de 5 anos dizer que tem um(a) namorado(a). Uma heresia por parte da criança, certamente possuída pelo demónio. Esquecem que as crianças imitam os adultos e que muita da “maldade” reside em nós. Por outro lado, devagar, há a procura de uma identidade. 

O puritanismo característico de terras do Tio Sam parece contagiar grande parte do mundo. Abraçar, beijar (de forma respeitosa) e dar a mão têm vindo a deparar-se com um sinal proibido, no que concerne a crianças e pré-adolescentes. De pouco ou nada importa, estes não terem tempo para brincar ou realizar outras atividades de lazer que não consistam no isolamento, falta de diálogo e agressividade. O fanatismo para com o politicamente correto acarreta perigos de diferentes dimensões. Veja o que aconteceu, nos Estados Unidos da América, a uma criança com Perturbação do Espectro do Autismo, seguindo esta hiperligação




Leia ainda, em relação a esta situação, o artigo seguinte.

O que tem a dizer?
Partilhe connosco a sua opinião, utilizando a caixa de comentários.

A Mamã Gansa tem um filho portador de PEA e Síndrome de Deleção 18p. Ela teve a gentiliza de partilhar connosco a sua opinião acerca deste tema.


Comentários

  1. Quanto mais os países forem avançados, mais confusões fazem com certas coisas! Goste de ler!

    Beijos
    Bom fim de semana

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sem dúvida, Cidália.
      Sem dúvida 😢
      Países que assume o comando do progresso industrial, mas nunca o dos valores.

      Beijos meus,
      Bom fim de semana,
      P. do Insensato

      Eliminar
  2. Trabalho com NEE, Asperger, são pessoas que demonstram. Já me aconteceu uma menina gostar de outra menina. Não disse nada senão para não deixar que a escola soubesse e fosse gozada e que queria que fosse feliz. Os que não são preconceituosos, disseram que "só que para a nossa filha, não". Fiquei sem chão, eles perderam a filha doce que tinham, tornou se violenta, mentirosa... A mim dizia que só gostava de uma pessoa, que mal tinha... Foi doloroso.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Conheço a realidade de que falas. Quando necessário, também faço incursões pelo 910, apesar de ser efetivo noutro grupo. Da última vez, numa UEEA, também um adolescente gostava de outro. E daí? Tal como escreveste, e fiz questão de usar a mesma palavra, "gostava". De facto, o menino com TEA e deficiência mental profunda é lindíssimo.
      Por sorte, nem as auxiliares da UEEA, nem a minha colega colocava objeções. Tudo era afeto. Nada mais do que isso. O menino que descrevi rejeitava o outro. Respeitavam-se.

      Eliminar

Enviar um comentário

Este blogue resulta de uma mistura heterogénea de histórias, pessoas, vidas, sonoridades, olhares, opiniões e crítica. Por isso, comente.

Não deixe de partilhar a sua Luz e sentires.


Obrigado.
P.