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[In]sensato

O (in)correto deambula entre nós

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O (in)correto deambula entre nós

A Angariar fundos para a Alzheimer Portugal

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   Das poucas vantagens que reconheço no Facebook, descobri a angariação de fundos para instituições. Dada a proximidade do meu aniversário, decidi colaborar.

Como tal, apesar de ainda não dominar muito bem a funcionalidade, decidi criar a seguinte angariação, com vista a apoiar a Alzheimer Portugal. A demência em causa não é exclusiva de idosos. Desenganem-se! 

 

O que me levou a esta angariação, solicitando, desde já, que cliquem na hiperligação que criei na palavra "seguinte", do período anterior:

 

 

Nos últimos 7 anos, a Doença de Alzheimer tem feito parte da minha vida. Inclusive, em momentos cruéis, como durante o cancro dos pais. 
A Ciência ainda não progrediu o suficiente por forma a evitar esta demência descoberta em 1906, ou minorar as consequências ao nível degenerativo e não só. O sofrimento dos doentes e cuidadores é, muitas vezes, atroz.
Defendo que não devemos pensar apenas "nos nossos" ou considerarmo-nos as "pessoas mais martirizadas do mundo". Mas todos temos o dever de dar a mão. Simultaneamente, defendo que os doentes devem ser cuidados por familiares, o que o governo em nada ajuda ou apoia. Esquecem que os velhos e doentes de hoje, amanhã seremos nós.

Refira-se ainda que esta demência tem vindo a atingir grupos etários cada vez mais jovens. E ao contrário do que já ouvi numa Escola, por colega de dúbia formação/integridade, esta não é a "doença do esquecimento".

 

Não posso deixar de destacar o comentário de uma antiga aluna, a Helena Costa. Daquelas cuja bondade se nota nos gestos e olhar, não obstante os 20 anos já volvidos.

 

 

<<Já trabalhei com Doentes Alzheimer.

Não é nada fácil. O ter que orientar sem perturbá-los é muito difícil e desgastante, tanto para cuidadores/família como para o doente. Já para não falar na agressividade manifestada em alguns doentes. 
Força muita paciência e calma para todos aqueles que vivem de perto está realidade.>>

 

Lutemos por um mundo melhor.

 

Alzheimer Portugal

 

 

O verniz estalou - os "Paneleirotes" da Cinha Jardim

 

SS7 TVI 2018

 

 

 

 

   Apesar de nunca ter sido apreciador de programas como o Big Brother, Quinta das Celebridades, Secret Story, entre muitos outros, o atual SS7 tem cativado alguma da minha atenção, dadas as semelhanças com a versão francesa, sem esquecer o leque de concorrentes, que desta vez não parece originário de um underground

 

   Gosto do Late Night Show dado o humor dos intervenientes, apesar da conduta de Cinha Jardim e Helena Isabel, vencedora do SS6, nem sempre me parecerem adequadas. Frequentemente, assistimos ao julgamento dos comportamentos dos concorrentes, esquecendo as suas atitudes durante este tipo de programas, no passado. O "jogo" parece quase tudo justificar. A análise especializada levada a cabo pela Iolanda e Quintino Aires são dignas de atenção. Os humoristas, divertem-nos.

 

   Pela 1.ª vez na televisão portuguesa, assistimos à participação de um casal homossexual, até ao momento com uma conduta irrepreensível. Sobretudo para quem, no seu direito, devido a certas bandeiras e acenos, tem em mente que uma relação homossexual é suja, com episódios sucessivos de sexo e desprovida de sentires. Isto, como se nos casais heterossexuais todas as condutas sejam assertivas, sem a sombra do pecado. 

 

   Após Marta Cardoso elogiar o casal em causa, dada a integridade, postura e relação desprovida de ciúmes, eis que a "tia" - minha não é -, que se diz desprovida de preconceitos e nada homofóbica, talvez por não apreciar a prestação do casal ou os elogios tecidos, no lugar de gays ou homossexuais, referiu-se a eles como "paneleirotes". Se Ana Isabel, ainda que com algum humor, em outras ocasiões, ao citá-los como "bichas" - é preciso ter em atenção que a formação base desta ex-concorrente é Direito -, denota alguma falta de educação, o estalar de verniz da tia, à semelhança do que já acontecera no passado, em outros contextos, com Alexandre Frota e não só, foi um momento triste e degradante na televisão portuguesa.

 

 

 

 

 

   Considero o momento degradante e de suma falta de educação uma vez que, mesmo após um breve intervalo, a "tia" não teve capacidade de pedir desculpa aos telespetadores, dada a palavra/designação proferida. Disse ainda ter utilizado o termo de forma carinhosa. O orgulho mata

   Ter-se-à tratado de um reflexo da estrema direita? Num comentário de incentivo a CJ, no seu Facebook pessoal, pode ler-se <<...de facto há que ter “paciência de jó” para aguentar todos os desafios que os autonomeados infringidores das leis da natureza nos semeiam no caminho...>>. Refira-se que até às 19h do dia 26 deste mês, Cinha não respondeu e espero que não o faça, mas o pedido de desculpa, no momento oportuno, não daria origem a comentários de ódio para com a diferença. Afinal, qual é o prazer em de estar forma da norma, ... esse "ser diferente"?

 

   Todos temos dias menos bons, todos dizemos palavras irrefletidas, todos...

Na maioria das situações, todos temos a capacidade de corrgir o erro. Basta um pedido de desculpas.

Malhação - Vidas Brasileiras

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   Dos meus tempos de adolescente e jovem adulto faz parte a série brasileira Malhação. Por cá, chegou, em certo momento, a ser designada por New Wave

Este espaço de 30 minutos, ajudou-me a refletir em muitos momentos da minha vida e em comportamentos dos meus alunos. Da mesma forma, a acompanhar os tempos das gerações com as quais trabalhei. 

   O aparecimento da novela "juvenil" portuguesa Morangos com Açúcar reduziu a audiência de Malhação, que deixou de ser transmitida pela SIC. Dadas as alterações comportamentais a que assisti nos jovens, perante os efeitos de Morangos com Açúcar, nunca simpatizei com esta série.

 

   Atualmente, no canal Globo Portugal podemos acompanhar a 26.ª temporada de Malhação, com o subtítulo de Vidas Brasileiras. Um programa que proponho a alunos e pais. Atualmente, por exemplo, em análise o assédio sexual exercido por um professor numa adolescente e as perspetivas de ambos. Sim, o agressor tem uma perceção distorcida da realidade. Um momento para aprender a descodificar algumas reações e sinais nos nossos alunos/filhos. Esta série é baseada na telenovela 30 vies de Fabienne Larouche, indicada quatro vezes ao Emmy Internacional. Conta com Camila Morgado, Carmo Dalla Vecchia, Felipe Rocha, Daniel Rangel, Alice Milagres, Rayssa Bratillieri, Jeniffer Oliveira e Tom Karabachian nos papéis principais.

 

 

 

   Alguns dos temas abordados são: o desemprego, drogas, assédio, intolerância religiosa, machismo, homofobia, racismo, idealização do corpo e maternidade na adolescência.

 

 

Série O Mecanismo - um reflexo da realidade do nosso país?

O Mecanismo

 

   O Mecanismo é uma série brasileira, dirigida por José Padilha, aquele que assinou Tropa de Elite. Trata-se de uma coprodução Netflix baseada na obra Lava Jato: O juiz Sergio Moro e os bastidores da operação que abalou o Brasil de Vladimir Netto. Nos papéis principais, Selton Mello e Caroline Abras.

 

   Num formato que oscila numa mistura de documentário e drama, é-nos dado a conhecer todo o esquema de corrupção conducente à ainda atual Operação Lava-Jato, até 2014, sendo que esta ainda decorre. Isto leva-me a ponderar uma eventual 2.ª temporada. A realidade das situações e muitas das situações podem levar alguns espetadores a associarem esta "história" brasileira, ao que se tem verificado no nosso país.

 

   Pessoalmente, não fiquei seduzido pelo 1.º episódio e parte do 2.º. Ao ler críticas muito positivas por parte de ingleses e americanos decidi dar uma nova oportunidade a O Mecanismo. De facto, fiquei "acorrentado". Apenas a apontar o som durante os diálogos, uma vez que as personagens falam baixo e em algumas cenas sussurram. Tive dificuldade em entender muito do que era dito, ponderando colocar legendas em português ou inglês, opção não disponível, ou modificar o áudio para inglês. Nas cenas sem diálogos, o som e respetivos efeitos são bons. A apontar a iluminação, em tons quentes, dando maior beleza à série, sobretudo às cenas eróticas.

 

   A personagem interpretada por Selton Mello surge-nos com ar desgastado, cansado de lutar pela justiça e remar contra a maré, o que expressa no olhar e voz, enquanto interveniente ou narrador. A seu lado, uma polícia forte, personagem fictícia, que consegue posicionar-me, na pele de atriz Caroline Abras.

 

   No Brasil decorreram alguns movimentos liderados, inclusive, por antigos políticos, por forma a tentar boicotar o lançamento e/ou conteúdo desta série. Esta classe é mostrada tal como é, corrupta, fator semelhante a muitos episódios que se verificam (verificaram) no nosso país, em alguns contextos semelhantes.  

 

   O Mecanismo podia chamar-se A Teia. Um ciclo semelhante a muitos biológicos norteiam todo o esquema de corrupção, desde, por exemplo, o canalizador, até ao ministro mais conhecido. Não há lugar para as favelas ou quadros de miséria, atendendo às classes sociais envolvidas no escândalo.

 

   Conseguirão os nossos policiais desvendar todo O Mecanismo?

Não sofrerão represálias?

 

Veja o trailer.

 

 

Sugestão de leitura: artigo de O Observador

Série O Alienista - o crime no mundo da pedofilia

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   No passado dia 19, através da Netflix chegou-nos um novo thriller psicológico, em 10 episódios, capaz de arrepiar, sem deixar de suscitar interesse.

 

   Em Nova Iorque, século XIX , vários crimes hediondos foram praticados com vários jovens prostitutos. Muitos deles ainda de tenra idade, filhos de famílias emigrantes naquele país ou até órfãos, perdidos pelas ruas dos bairros menos conceituados. Nestes, predominam clubes frequentados por elementos das classes média e alta da sociedade, que procuram satisfazer os seus desejos sexuais junto a meninos vestidos e maquilhados como meninas. A pedofilia é-nos mostrada como prática normal, ainda que num ambiente underground, uma vez que instituições e ricos, subornando ou ocultando, formam uma teia, no intuito de alimentarem tais vícios.

 

    Crianças desmembradas, desventradas e castradas têm surgido com frequência. Ao repórter de crime John Moore vai juntar-se ao psicólogo Laszlo Kreizler para resolverem os crimes. Estes dois, contarão ainda com o apoio de dois detetives judeus e da secretária do chefe de polícia. Ao contrário da série Mindhunter, em que os psicopatas são entrevistados por forma a descobrir os meandros das mentes dos assassinos, nesta série há todo um conjunto de tentativas, no intuito de traçar um perfil do serial killer. Este fará parte da alta sociedade ou terá sido vítima, em criança? Verificar-se-à, durante a série, semelhanças com o Caso Casa Pia, no nosso país?

 

   Fique com o trailer.

 

 

 

   

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