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[In]sensato

O (in)correto deambula entre nós

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O (in)correto deambula entre nós

Desafio 52 Semanas - A fazer no calor

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Semana 3

 

Não sou muito apreciador do calor. Por vezes, sinto-me mal. 15 a 20º C é o intervalo das minhas temperaturas preferidas. 

Mas, o que faço quando está calor?

 

- Nudismo, em casa. Uma forma de estar bem arejado e não promover o desenvolvimento de micróbios. É que as nossas zonas erógenas não gostam de todo o tecido das cuecas ou boxers. Por outro lado, poupa-se dinheiro em água e eletricidade, com a máquina de lavar (o planeta agradece). Perante um corpo tão esbelto como o meu, apenas as paredes e os gatos o contemplam. Por ser tão tentador, não ouso fazê-lo na rua, em praias fluviais e afins.

 

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Dormir com a janela aberta e acordar ao som do canto dos pássaros.

Penso que neste verão tal não se verificará. Nos pinhais frente à janela do meu quarto, quase todas as árvores queimadas, em consequência dos incêndios que fazem que continue sem internet e telefone fixos há 3-4 meses, têm sido removidas. Também não se veem pássaros como antes.

 

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Devorar séries e filmes na Netflix

Naquelas horas de calor infernal, os neurónios são obrigados a funcionar.

 

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Por protetor solar em toda a pele exposta

Uso durante todo o ano, mas no tempo quente tenho que reforçar dada a tendência para adquirir queimaduras. No verão passado, aderi à "moda" das brumas.

 

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Ler, ler... preferencialmente à noite (e dormir durante a tarde)

Com o tempo quente, acentua-se a minha dificuldade em dormir. Por outro lado, acentua-se o meu período de vigilância durante as horas férteis.

 

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Brincar ao ar livre

Entendam como quiserem...

 

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Olhar as águas de um rio ou mar

Fotografar e divagar...

 

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Sentir o cheiro das flores

Algo que também não deve acontecer neste ano. Uma vez mais, devido aos incêndios.

 

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Rezar para que cessem os incêndios

Quem já viveu esta triste realidade, sabe do que falo. 

 

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Leitura - Mil Sóis Resplandecentes

 

 

<< - Que rapariga estúpida! Pensas que tens alguma importância para ele, que és desejada na casa dele? Pensas que te considera uma filha? Que te vai receber lá? Deixa-me dizer-te uma coisa. O coração de um homem é perverso, perverso, Mariam. Não é como o ventre de uma mãe. Não sangra, não se dilata para te arranjar lugar...>>

 

Khaled HosseiniMil Sóis Resplandecentes

 

 

 

 

IMG_20180117_104956_237 by PP

 

 

 

Mil Sóis Resplandecentes, de Khaled Hosseini, acompanha a história de duas mulheres afegãs, de duas gerações distintas, cuja vida se cruza no meio das convulsões que afetaram o país no último quarto do século XX e início do século XXI. O livro, escrito numa linguagem acessível mas tocante, faz com que o leitor tome contacto com uma realidade completamente diferente da nossa e, muitas vezes, quase inacreditável perante tantos valores que hoje e já desde há algum tempo tomamos como certos. Encontramo-nos cara a cara com a intolerância, com a guerra e com a força da tradição. Mas é também nesse cenário que percebemos o poder da amizade e do amor.
Muitas coisas me tocaram ou chocaram ao longo da leitura deste livro, mas nada como a transcrição de um panfleto com as regras impostas pelos talibans às mulheres, quando chegaram ao poder. Proibições de sair de casa desacompanhadas, de mostrar o rosto, de cruzar o olhar com um homem ou de rir, trabalhar e ir à escola. Custa a acreditar que isto tenha existido.

 

Célia M., Mil Sóis Resplandecentes, acedido em 17/01/2018, às 16h 30 min

 

Fomos Destaque e fizemos parte dos Quentes

 

   No dia 15 deste mês, o post Super Nanny Portugal chegou e revolucionou mereceu destaque pela equipa do Sapo Blogs. Por aqui, no Insensato, poucas vezes os "Destaques batem à porta".

 

 

Destaque na homepage do Sapo

 

   O que não esperava é que o artigo fizesse parte do TOP 5 dos mais comentados, constando dos Blogs Quentes, de dia 16, a par da escrita hilariante do HD e da bem estruturada e fundamentada do Robinson.

 

Blog Quentes - Top + dia 15/01/2018

 

 

   Sem dúvida que a interação no artigo foi muito interessante e enriquecedora, destacando ainda os e-mails com pedindos de dicas, informação e desabafos. Para isto serve um blogue

 

Resta-me agradecer a todos os leitores e seguidores deste espaço.

Obrigado pelo incentivo!

Um adeus a Dolores O'Riordan

 

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   Um dia, na primeira metade dos anos 90, perído em que pouca música me seduziu, pela manhã, ao som da RFM,  antes da aula de Geometria Descritiva, acordei ao som de uma banda capaz de me embalar no sono e deambular entre as nuvens. Como naqueles tempos, a internet apenas ainda despertava, só mais tarde descobri que o tema que me fazia viajar, presente em alguns momentos da novela A Viagem, em transmissão na SIC, pertencia à mesma banda. Este último era Linger dos The Cranberries

 

   A revolta, a paixão, musicalidade, as letras, o contraste entre temas suaves e "pesados" e a mensagem levaram-me, anos mais tarde, a comprar, de forma compulsiva, toda a discografia da banda, mantendo-me fiel até ao penúltimo disco. 

 

 

 

   Ontem, aos 46 anos, morreu a vocalista dos The Cranberries, a magnífica Dolores O'Riordan, com apenas 46 anos ( 06/09/1971 - 15/01/2018). Ela foi uma ilustre e marcante figura do indie pop da década de 90. Um dos temas mais marcantes, dada a intenção e objeto abordado foi Zombie.

 

 

 

   Os Cranberries desfrutaram de considerável sucesso no seu auge, mas o mesmo não foi imediato. O seu disco de estreia, Everybody Else Is Doing It, So Why Can’t We?, foi lançado em 1993, marcado pelas guitarras cristalinas e melodiosas e o registo etéreo e delicado de O’Riordan. Estes foram os preâmbulos para o sucesso da banda.

 

   Quando a MTV apostou neles, a sua popularidade cresceu. Dreams e Linger chegou às massas graças à sua sensibilidade pop e aos seus inesquecíveis refrões.

 

 

 

   "A sua ascensão levou a que, em 1994, o seu sucessor No Need To Argue escalasse os charts com maior facilidade. O som que este apresentava combinava uma construção sonora mais polida e refinada, como é o caso de  Ode To My Family, com uma abordagem que ao mesmo tempo era mais pesada, de que é exemplo, Zombie " (adaptado por P.P. de "A Vida de Dolores O'Riordan")

 

   O novo milénio foi pouco frutífero para os The Cranberries. Após Wake Up and Smell The Coffee, de 2001, O’Riordan enveredou por uma breve carreira a solo.

 

 

Ouça-se e sinta-se a musicalidade de Promisses.

 

 

   Um dos últimos temas da banda foi Roses, em 2011.

 

 

 Do último álbum, em 2017, deixo-vos Why , um tema etéreo e com poder ao nível da letra.

 

 

   "O desaparecimento dos holofotes levou a um abrandamento em termos de escrita. Os problemas de saúde e da vida pessoal com que a vocalista se debateu em 2013 também acabou por afetar tanto a consistência quanto a qualidade do seu material. Há oito meses, a própria revelou a sua luta com a bipolaridade, e, para além disso, viu-se forçada a cancelar concertos devido a fortes dores que sentiu nas suas costas, dores essas que estavam a afetar a sua respiração. Dolores O’Riordan estava em Londres para fazer uma pequena sessão de gravação quando ontem, faleceu súbita e inesperadamente" (Dias, Daniel, A Vida de de Doleres O'Riordon, acedido a 16/01/18, às 13h.30min).

 

   Um Adeus a uma das minhas Estrelas.

Que descanse em Paz.

 

 

Super Nanny Portugal chegou e revolucionou

 

Super Nanny Portugal

 

 

   Finalmente, ontem, chegou até nós a versão Portuguesa do programa Super Nanny, pela SIC. Há muito, acompanho a versão francesa, com casos deveras complicados. Neste "documentário" são retratados problemas reais, com os quais pais e professores se confrontam, fruto das tendências e valores da educação nos nossos dias; sem esquecer alguns pecados do passado, associados aos "traumas" que Psicologia cultivou.

 

   À semelhança de quem reconhece a necessidade de procurar a ajuda de um profissional de saúde mental, por forma a encontrar o equilíbrio, admiro os pais que assumem a dificuldade no controle das reações, impulsividade e educação geral dos seus descendentes. Não é fácil! Claro que, num futuro próximo, estas crianças, já adultas, ver-se-ão retratadas e poderão por em causa a respetiva imagem ou eventual uso/abuso da mesma. Acredito que em muitas situações, só um ato de amor pode ter levado muitos destes pais, independentemente do caché,  a recorrer à ajuda de uma coach especializada neste caso, a psicóloga clínica Teresa Paula Marques . Se porventura, algumas das situações forem representadas, o importante é o que podemos aprender com elas. 

 

   Nas redes sociais, nomeadamente na página do Facebook do programa, as reações negativas já se fazem sentir. Poucos têm noção de que a grande maioria dos comportamentos em análise, neste primeiro episódio, são-no também, na Escola. Ou seja, colegas, professores, auxiliares de ação educativa e outros pais estão a par destes e de outros comportamentos. As tentativas de agressão e o "tu não mandas em mim" são frequentes. Claro que, na sua maioria, associadas a um forte suporte por parte dos pais, que já perderam o controle da situação, ainda não a identificaram ou não distinguem o mimo da implementação de regras. Várias são as situações em que não é fácil dizer "Não!"

 

   Parecem-me importantes a componente didática do programa e as técnicas partilhadas, que poder-nos-ão vir a ser úteis enquanto pais, educadores e membros da comunidade educativa. Por outro lado, a tomada de consciência de como se encontra o sistema de valores, respeito e integridade, no nosso país. Noutra dimensão, as nossas Escolas, que limitam e condicionam o tempo para brincar, namorar e interagir destas crianças e jovens.

 

   O que aconteceu para que estes pais se tenham perdido na educação dos seus filhos?

Saliente-se, aqueles que não reconhecem as dificuldades, até porque não dá jeito. Recordo um caso, em que uma mãe, quando confrontada com a falta de regras impostas à (ao) sua(seu) educanda(o), desviava a conversa para as práticas sexuais daquela ou outras noites, sem que nada lhe tivesse sido perguntado a respeito. Sim, isto é real. Para outros, a responsabilidade é exclusiva da Escola. Temos ainda aqueles que, ao impor regras, receiam que os filhos deixem de gostar deles. Não podemos esquecer, crianças que precisam de medicação, por forma a controlar algumas deficiências ou comportamentos, mas os pais optam por gastar os subsídios atribuídos para o efeito, em outros "bens". Algo que acontece, com frequência, por exemplo, no caso de portadores de PEA, vulgos autistas. 

 

   Quais são as gerações que pretendemos/ queremos?

 

Para finalizar, não posso deixar de assinalar casos em que a autoridade dos pais é posta em causa, por entidades dúbias. O mesmo acontece, diariamente, com a dos professores, auxiliares de educação e... agentes de segurança. Um alerta para muitos pais divorciados: os filhos não são bonecos, mas pessoas em formação, a diferentes níveis. Desautorizar, bajular ou fazer prevalecer o poder económico, de diferentes formas, não conduz um ser a um desenvolvimento saudável.

 

  Vivemos num país de aparências, falsos valores, de parca modéstia e gerações à deriva. Todos temos direitos, mas não deveres:  a democracia está doente!

 

 

#supernannyportugal

Não deixe de ler 14 Regras Base para a Educação das Crianças

Sinto a tua falta

 

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   O frio fazia-se sentir. 

As ruas permaneciam enevoadas pela dimensão dos nossos desejos e as mãos teimavam em não se unir. Assim eram os tempos de um passado que deixei fugir. 

 

   Na simplicidade e ignorância da idade, a promessa de "não mentir". Foi então que aprendi a nunca dizer nunca. Sem querer, comecei por ocultar algo... Algo que receei, de forma consciente, interferir no nevoeiro e no amanhã.

Ocultar é mentir? Parece-me que sim, e assim o interpretaste, mais tarde, quando o adamastor tomou rédeas. Como não interpretar que o sentido dissemine o desejo em provocar sofrimento ou a separação?

Resta-me dizer que sinto a tua falta, não obstante os anos volvidos.

 

 

John Waite - Missing You