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[In]sensato

O (in)correto deambula entre nós...

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O (in)correto deambula entre nós...

A Nu - o Fotógrafo Luís Lobo Henriques

   Luís Lobo Henriques (LLH) é professor do ensino secundário. Tal, não o impediu de ser modelo, na década de 80 e fotógrafo, desde sempre.

 

Luís Lobo Henriques

 

PP: — Quem é o Luís Lobo Henriques?

 

LLH: — Sou certamente um homem interessado em diversos tipos de arte, especialmente em fotografia. Todas as artes visuais, em particular, me estimulam os sentidos. Sou um homem de emoções fortes, racional q.b., mas um apaixonado por certas causas. Defendo as minhas ideias até ao fim, assim como as pessoas que amo. Sou professor por vocação desde miúdo e faço fotografia por paixão incontrolável e incontornável desde os 18 anos. Tudo o que fiz, considero que podia fazer melhor, poucas vezes me sinto satisfeito e ando sempre à procura daquilo que será a perfeição. Vejo muitas obras de arte em fotografia que gostaria de ter sido eu a fazer... Leio muitos textos que gostaria de ter sido eu a escrever...Oiço muitas peças musicais que gostaria de ter sido eu a compor...e por aí fora. Mas com o que mais sonho é poder viajar e fotografar o planeta e as suas gentes!

 

De Luís Lobo Henriques

 

 

PP: — Como surgiu a moda na tua vida e quais as principais memórias que guardas desses tempos? Tratando-se de um modelo masculino, de um país com pouca abertura, como enfrentaste o preconceito?

 

LLH: — Aos 11 anos eu desenhava vestidos de alta costura para imagens da minha musa na altura: Riquita Bauleth, a primeira Miss Angola e Miss Portugal 71. Hoje tratamo-nos por “irmãos” e vejo-a como uma mulher que marcou a minha vida toda. Se antes, aos 8, já eu posava para o meu pai, também ele um sério interessado em fotografia, aos 18 posava eu para um ou outro fotógrafo e me interessava cada vez mais por moda e por fotografia. Estar à frente das objetivas ou atrás delas? Eu pensava: “entre les deux, mon coeur balance”! Nunca me preocupei muito com preconceitos porque era elogiado e estimulado para essa vertente.

 

 

De Luís Lobo Henriques

 

 

 

PP: — Em que momento a fotografia foi além de um mero passatempo? Porquê?

 

LLH: — Quando entrei para a faculdade de Letras em Coimbra, fiz um curso de fotografia (1980) e comecei a participar em concursos de fotografia e exposições coletivas. De repente, tinha as minhas colegas a comprarem rolos Kodak para eu as fotografar e tornei-me para elas uma espécie de Rei do Retrato. Em 1984 já tinha uma fotografia publicada na prestigiada PHOTO francesa que era uma das minhas bíblias sagradas, onde eu ia beber inspiração e aprender com os meus grandes mestres de fotografia. De lá até hoje, foi uma escalada vertiginosa, só interrompida com tarefas muito exigentes que pelo meio surgiram como ser pai por duas vezes.

 

Chocolate-com-areia de Luís Lobo Henriques

 

 

PP: — Quais são as tuas categorias de fotografia preferidas?

 

LLH:  — Fixo-me muito em produção de moda, em nu artístico, em paisagem e retrato. Não foi por acaso que deixei a categoria Retrato para o fim... é que os últimos são sempre os primeiros; por isso a ordem é aleatória. Dirigir modelos é a minha grande temática. Comunicar com as pessoas, vê-las “crescer” perante as minhas objetivas e senti-las felizes por posarem, autoconfiantes e belas. É como “roubar-lhes” a alma no melhor sentido. Para a eternizar. É isso que me faz apaixonar por fotografia, assim como ter aquela luz certa, aquele momento decisivo em plena natureza para captar uma bela imagem.

 

De Luís Lobo Henriques

 

 

PP: — Caso fosses convidado para regressar ao trabalho no mundo da moda, como modelo ou fashion adviser a tua resposta seria…

 

LLH: — Já fui e aceito sempre. Sem qualquer hesitação. Há dois anos desfilei com a minha amiga Angélica Rosado, também ela ex-Miss Portugal, numa jantar de solidariedade, na Costa da Caparica. Nunca deixei de ser um fashion advisor para amigos e modelos, tal como nunca deixei de posar para amigos e fotógrafos em eventos sociais.

 

De Luís Lobo Henriques

 

 

Obrigado Luís, pela colaboração.

 

No modo de galeria, acompanhemos outros trabalhos do fotógrafo, que podemos encontrar no 500px.

 

 

 

O Segredo dos Deuses da IURD - e não só!

Adoption

 

 

   O meu recente vício tem ido ao encontro das reportagens, tipo série, da TVI24, O Segredo dos Deuses e concomitantes debates.

 

   De início, confrontado com o caso Raríssimas, que tão grande repúdio me causa, não dei a devida atenção a toda a "calamidade" que envolve um esquema de adoções inusitadas por parte de elementos da IURD, em Portugal. Habituado, desde cedo, a trabalhar com crianças/adolescentes conduzidas ou depositas em lares, assim como a respeitar as diferentes religiões/seitas religiosas, desde que ávidas por um bem comum, pensei tratar-se de "falsas vítimas". Afinal, a certa altura, os seus caminhos iluminaram-se, dado terem encontrado quem as adotasse e assim evitasse uma vida de dificuldades, facilmente conducente a comportamentos disruptivos. 

  Não, não há lares de adoção perfeitos. Recordo um, que até merece o meu reconhecimento, do qual recebi alunos em dois anos distintos. No 2.º, por razões que desconheço, a coordenadora mudou. Muitos eram os alunos que se sentiam desalinhados e postos de parte, dado não fazerem parte dos prediletos desta identidade. Ainda em estágio, a frieza de um outro espaço, iniciava-se nos aspetos arquitetónicos.  De maneira geral, constatei e aprendi, com a diversidade de casos, a existência de um denominador quase sempre comum. Independentemente do grau de violência a que estes jovens tenham sido submetidos pelos progenitores, persiste o acreditar que tudo mudará quando, nas férias escolares, regressarem a casa. Os laços, inclusive com abusadores, mantêm-se. Não no sentido pejorativo ou obsceno. Trata-se da família. Uma estrutura condenada, disfuncional e sem qualquer orientação/acompanhamento. Também eu, à semelhança dos casos revelados pelo O Segredo dos Deuses refiro-me a casos com, pelo menos, 20 anos.  

 

   A que setores do Estado devemos pedir esclarecimentos quando crianças são levadas para fora do país, ou não, adotadas de forma ilegal e formatadas na forma de pensar e estar? Existirão responsáveis, num país de brandos costumes, cada vez mais corrupto? Serão as crianças em causa, agora jovens adultos, património de um país?

 

   Uma prostituta, dada a sua condição, é incapaz de educar os filhos, sem o apoio de diferentes estruturas? Sinceramente, penso que o consegue. E não é necessário recorrer a RSI e outros mecanismos que, para muitos, acentuam o fare niente. Pelo menos, na globalidade. Já trabalhei com casos do género.  Até porque p*t*s não são aquelas que encontramos sujeitas à violência e usurpação de um chulo, nas ruas, perante as mais adversas situações de perigo e dignidade. Para mim, essas são prostitutas. Muitas delas, conduzidas a tal por razões monstruosas. Merecem o meu respeito e se professor ou diretor de turma de um ou mais dos seus filhos, não são recebidas de forma diferente à dos "senhores doutores". Pessoalmente, considero existirem diferenças entre prostitutas e p#t#s.

   Sempre tive dificuldade em entender o fanatismo nas suas diferentes vertentes. Antes de começar a tecer estas linhas, algo desorganizadas, fiz uma breve pesquisa a respeito da IURD. Como Ser Aceito por Deus? deixou-me a pensar a respeito do seu deus e dos grupos que procuram a prosperidade... Quais são as diferenças entre a prosperidade, nestas instituições e riqueza? Somos movidos pelos bens materiais? E quando, perante certos problemas, como são exemplo as doenças raras e as terminais, de que nos adianta essa "prosperidade monetária"? Sejamos felizes, sem prejudicar o nosso semelhante e lutemos por um mundo melhor. Não posso deixar de destacar a leitura do artigo Adoções Elegais na IURD: Ultraje em Portugal.

 

   O ser humano é dotado de razão. Volvidos 20 anos, agora jovens adultos, o que demove estes seres de procurar os seus progenitores? De apurar o que realmente aconteceu no passado?!

O receio de deixarem de prosperar? De viver no luxo? Nem todos tinham idades inferiores a 4/5 anos quando submetidos a tais procedimentos... Ou seja, mesmo que escondido, há a memória de uma mãe, de uma avó, de um pai, de um lugar e/ou... Como é que, pelo que temos visto nas reportagens, jovens com um sério historial no mundo das drogas, aparentemente não têm marcas? Ah, uma boa história de dimensões trágicas cativa almas que não encontram a paz. 

 

O primeiro elemento, ligado ao governo, que se pronunciou a este respeito foi Pedro Passos Coelho. E o nosso PM? E o Presidente da República?

 

#nãoadotoestesilêncio

A Nu - o Fotógrafo Paulo Madeira

   Paulo Madeira (P.M.) é um fotógrafo português que prima pela ousadia nas suas produções. Ao seu olhar, um falo pode adquirir uma dimensão artística significativa.

Pessoalmente, adoro os seus trabalhos a P&B. Uma das suas galerias está disponível, online, aqui.

 

Vamos conhecê-lo melhor?

Preparem-se para, além de conhecer o fotógrafo, aprender.

 

Fotógrafo Paulo Madeira

 

 

 

 

P.P.: — Quem é o fotógrafo Paulo Madeira?


P.M.: —
A luz é por defeito o agente primordial do universo visual, dela dependem todos os mecanismos de ver e de olhar...Por vezes, as relações presentes no meu trabalho, passam particularmente pelo registo do tempo num processo criativo, descobrindo a beleza do corpo humano e os seus gestos eróticos nas suas sombras mais subtis, desde a intimidade silenciosa, meditação até ao desejo confessado e dedicação sem limites!
Tenho 39, sou de Alcobaça e sempre fui um apaixonado por fotografia, aliás tudo o que esteja relacionado com as artes eu tenho um certo jeito! Fiz ballet clássico e contemporâneo, mas, foi na fotografia que expressei mais a minha veia artística, transpondo por norma, personagens criadas por mim ou imaginadas, nas pessoas que fotografo. Sou uma pessoa igual a muitas outras, em que a criatividade parece fluir sem ter fim!

 

De Paulo Madeira

 

P.P.: — Quais são os tipos de trabalhos que preferes realizar?

P.M.: — Dentro de muita coisa, possível e imaginária que se possa fotografar, é nas pessoas que a minha veia artística mais se nota. Particularmente nos retratos! Fazer um bom retrato é quase que absorver a alma da pessoa e transpô-la para a fotografia.

 

Retrato por Paulo Madeira

 

P.P.: — Regra geral, o corpo da mulher é mais fotografado do que o do homem. Alguns autores defendem a beleza nas simetrias, outros a harmonia num só corpo. A tua fotografia incide sobretudo em modelos masculinos. Que aspetos valorizas no corpo do homem como veículo artístico?

P.M.: — Penso que tanto no Homem, como na Mulher o veículo artístico é o mesmo, a sensualidade, o olhar, a forma do corpo, seja ele magro, gordo ou definido… O olhar é que manda e é ele que transmite para a fotografia a sensualidade da imagem que vemos. Muitas vezes fotografamos Homens com corpos esculturais e depois não conseguem expressar sensualidade com o olhar, logo poucas fotos se conseguem aproveitar, porque o bolo é um todo, como a fotografia é feita com luz e sombra!

 

Fotografia de Paulo Madeira

 

 

P.P.: — Enquanto artista, quais são as dificuldades com que te deparas?

P.M.: — Grande parte das pessoas que fotografo, são pessoas amadoras, que vem fazer fotografia porque o amigo também veio e ficou bem, ou porque gostam do meu trabalho e querem experimentar e assim ficam com fotografia de qualidade! Um dos problemas que encontro é esse mesmo, é ter de ser eu a montar o boneco todo, desde a escolha das roupas, dar um toque no cabelo, make up, direcionar o modelo para conseguir os melhores ângulos, faze-lo rir, chorar, gritar, corar…deitar cá para fora tudo aquilo que eu quero registar! E nem por vezes é fácil.

Depois, outro problema com que me deparo, é que por mais que divulgues os trabalhos, ainda há quem pense que fazemos fotografia para passar o tempo, e que não tem custos! Hoje em dia, a oferta fotográfica é enorme, e cada vez menos as pessoas gastam dinheiro para vir fazer sessões de fotos!

 

Fotografia de Paulo Madeira

 

P.P.: — Os Portugueses ainda revelam muitos complexos com a sua sexualidade?

P.M.: — Sim! Grande parte dos Portugueses não mostram aquilo que na verdade são. Aí está um outro problema! A falta de confiança em si mesmo, a afirmação…. Em não se darem a conhecer aos outros por causa da sociedade, da religião, credo,... sei lá. Muitos andam camuflados e vivem aterrorizados com medos disto e daquilo.

A fotografia como terapia nestes casos funciona, e através dela as pessoas mostram o que na vida real ou no mundo lá fora nunca vão mostrar. Fora isso, o Homem português continua a ser o mais inibido e a esconder algo que todos os homens têm igual. É nisso que são complexados, no tamanho de pénis: uns porque é grande, outros porque é pequeno.. Lá está, conhecem-se mal a eles próprios!

 

Fotografia de Paulo Madeira

 

Muito obrigado, Paulo pela colaboração e cedência das obras para o blogue.

 

Para finalizar, um slideshow com algumas obras deste excelente fotógrafo.

 

 

 

 

 

INXS - Beautiful Girl

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Ainda se recordam dos tempos em que as músicas de amor nos faziam ir além da racionalidade? E de quando, ao som do programa Oceano Pacífico deambulávamos por devaneios idílicos?

 

A memória que vos trago é da 1.ª metade dos anos 90, mais especificamente de 1992, interpretada pelos INXS.

 

 

Letra