Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

[In]sensato

O (in)correto deambula entre nós

[In]sensato

O (in)correto deambula entre nós

Insensato ou ai, ai, ai

Uriel yekutiel

 

 

 

   Há poucas semanas atrás tive conhecimento do vídeo Ma Asista Li, até então completamente desconhecido do meu panorama musical. Curiosamente, também não consigo clarificar quem é o intérprete. Arisa ou Uriel Yekutiel, a Drag Queen que nos aparece com ar cómico e trágico? Este é também bailarino. 

O outro rosto é Eliad Cohen, inicalmente ator pornográfico da MEN, seguindo a carreira de modelo e tendo voltado agora a uma produção pelos... colegas e qualidade de trabalho. Mas por que raio, Deus não me deu um corpo assim? Não era preciso ser tão perfeito. 

Voltemos ao que interessa.

Este vídeo tem provocado algum celeuma dado haver quem defenda promover a violência contra a mulher. Da primeira vez que o vi, sem qualquer filtro, senti uma dose de humor e pensei "mas também nos homens, amar em demasia ou cegamente leva à submissão de forma dúbia?"

 

Qual é a vossa opinião: estimulação da violência ou humor?

 

 

O Pensamento Simplista

   Em 2006/2007, numa publicação do blogue de então, adicionei a seguinte imagem com a definição de pensamento simplista.

 

 

Pensamento Simplista by PP

   Mais tarde, em 2014, reeditei a publicação com novas constatações. O conceito simplista parecia fazer ainda mais sentido do que antes. 

 

   Atualmente, perante o contexto dos patamares da sociedade, a degradação de um país, a corrupção, a falta de valores, a inversão de papeis e os milagres gerados entre quatro paredes, continuamos ou não um país, na generalidade, de pensamento simplista?

A fotografia que decidi não publicar

 

Só há até já

 

 

 

   Este publicação devia estar acompanhada de uma fotografia. Não, não é a do cabeçalho. 

Uma fotografia de há 3 anos, retratando dois momentos, referentes a uma visita 2 semanas antes ao meu pai e a seguinte. Enquanto a minha mãe o visitava todos os dias, nos HUC, eu saia a correr das aulas, para cuidar da minha avó, já na altura dependente. Ainda em relação à tal fotografia, tive que a trabalhar para que não pensassem que se tratava de um morto. Tanto era o sangue na sua boca, lábios, face... É um pouco semelhante à do vosso lado direito.

Pela 1ª vez não contive as lágrimas à frente dele, após uma saída da minha mãe, num momento de demência. Era notório que estava a servir de cobaia, que aquele autotransplante de medula fora um esquema e que eu nada tinha para colocar certa Prof.ª Dr.ª em tribunal, salvando assim, quem sabe algumas vidas. Ainda hoje tenho alguma dificuldade em perdoar-me.

Perante doentes oncológicos devemos mostrar força. Inclusive aquela que não temos e a que vamos buscar não sei onde. Apesar de ter disfarçado com os olhos claros e óculos uma alergia, a médica assistente fez questão em dizer à minha mãe que eu tinha estado a chorar. Logo à minha mãe, também ela doente oncológica, junto a quem nunca chorei. Ela que sempre se mostrou forte, até ao dia em que ambos caímos (sempre fomos parecidos)...

Sim, neste momento choro. Lembro-me da minha amiga de sempre. A Lenita, quantas vezes pensaram que éramos irmãos, e os desígnios das nossas vidas. Quantos sonhos frustrados. Ainda sonharemos?


Choro por nem todas as formas conducentes à morte serem justas. E digo-vos, o meu pai tinha muitas imperfeições. O nosso relacionamento não foi fácil, não sendo eu rebelde, até que com muita psicoterapia entendi-o. Mas não fingia como tantos(as) outros(as). Ensinou-me a ser justo, humilde, a ele devo grande parte da cultura musical e tantas outras coisas que não soube expressar por traumas de uma guerra injusta, a do Ultramar. Aqui está a fonte de tantos males.


Pautam em mim as injustiças de quem não sabe o que é metade das vivências de um cuidador a tempo inteiro, talvez até parcial, e/ou de doentes terminais. Quantos juízos vazios!

 

 

Atualmente, como cuidador de uma doente de Alzheimer em estado terminal e de uma doente oncológica sinto-me incapaz. Há uma parte do filme que se repete, há o lado psicológico e quem insista em nos reduzir a nada e veja como detentores de uma vida perfeita. Certo é que coitadinhos não somos! Posso relatar alguns momentos de intenso prazer: dar chocolate à minha avó, fazer-lhe bolinhas de sabão, por creme ou trazer-lhe um champô novo. E ainda fala! Fala porque há estimulação e a medicação mais forte é dada nas doses mínimas e só em SOS. Claro que, os gritos de dor arrasam-nos.Com a minha mãe, o não conseguir chegar à origem dos medos, os alertas de outros cancros em nada relacionados com o 1-º; ou seja, aquela presença,...

 

Se no trabalho, nós cuidadores, somos respeitados ou acarinhados?... Não é preciso tecer comentários.

Desde muito cedo, talvez pelo professor ter realizado o mestrado e doutoramento na América, fui ensinado que para as aulas não devemos ir com olheiras, nem a expressar cansaço. Sempre tive olheiras. Aprendi-o nos anos 90, quando comprar um corretor de olheiras não era assim tão fácil e deixava muita gente a olhar para mim. Com isto, quero dizer que evito ir com aspeto de coitadinho ou fazer-me de tal.

 

Ontem, fez 3 anos que nos deparamos com o meu pai, numa cama de hospital, com várias hemorragias, infeções e a delirar.

 

Por razões óbvias, este texto não está bem escrito. Não o vou reler. Não quero.

Quando falam em privilégios dos professores, só me ocorre "selva".

É um direito que me assiste, não é? As Escolas são empresas despersonalizadas, muitas vezes desumanas, com muito show off.

 

Uma realidade a reter: Para muitos, é tão difícil projetarem-se nos outros...😥 Mesmo com a barriga bem grande, valorizam o seu umbigo de tal forma e mentem de forma assustadora.

Rodrigo Serrão - Filha da Lua

 

daughter-of-the-moon-2011167_960_720 @ Pixabay

 

 

Filha da Lua é um retrato: a passagem da noite a madrugada, uma história cantada se assim se quiser, sobre a necessidade universal de pequenos gestos e atenções.
No processo de me inventar e explorar no instrumento (Chapman Stick) vai nascendo isto: vou tendendo para escrever também e dar voz a essas histórias. Esta é sobre empatia...

Rodrigo Serrão

 

 

 

 

 

 

A letra

Pág. 2/2